28/04/2017

A Garota do Calendário - Audrey Carlan (Mai - Jun)


Continuando a resenha da série A Garota do Calendário, hoje é dia dos livros Maio e Junho.

Sinopse do livro Maio - 
Em maio, Mia vai trabalhar como modelo no Havaí, onde conhecerá Tai, um dos homens mais impressionantes que ela já viu. Com ele, Mia vai descobrir que o prazer não tem limites - e que ela deve aproveitar absolutamente tudo o que a vida tem a oferecer.

Sinopse do livro Junho - 
Mia vai passar o mês de junho em Washington com Warren, um coroa rico que precisa de uma mulher a seu lado para tratar com políticos e investidores. O acordo entre eles não envolve sexo - já com Aaron, o filho de seu cliente, Mia não pode garantir.


Maio com certeza é um mês bem quente... Não apenas por conta do Havaí, mas também na vida sexual de Mia. O samoano Tai, um moreno, musculoso e gostoso, acabou com a sanidade de Mia. Ela foi convidada para ser modelo de uma linha de biquínis que abrange os corpos com mais curvas e com manequim a partir do 42.

Além disso tudo ela também se informa melhor sobre como anda o relacionamento da irmã, Maddy, com seu namorado. Ela chega até a conhecer os pais dele e tem uma conversa bem franca com a família dele a respeito de Maddy e seus "cuidados".

Tai mostra para Mia um pouco da cultura samoana, a sua família e muitos lugares da ilha.
"Tatuagens tribais pretas. Músculos definidos, de babar, envoltos por um padrão de design intrincado, em desenhos que se espalhavam na pele bronzeada. Iam do alto do ombro esquerdo, descendo pelo bíceps forte, passavam pelas costelas e pela cintura e mergulhavam no sarongue que cobria sua essência masculina e muito mais." - Capítulo 3 - Maio
Sim, é um livro com sexo do começo ao fim. Mas apesar disso, achei que Audrey tentou trazer algo a mais. Não é novidade que a maioria dos livro tem mais da metade das "cenas" sobre sexo, mas afinal este é o gênero literário da série. Carlan trouxe para este universo literário muitas questões diferentes, desde o começo da série. Em Maio ela fala sobre uma cultura que tem a família como base e sobre uma marca de biquíni que se importa com os corpos que a "moda" dita como "fora dos padrões", por exemplo.
"Seguindo meu conselho de “deixar acontecer”, me reclinei na poltrona no avião e sonhei com degraus brancos de pedra, símbolos fálicos no céu e um presidente morto de mármore, observando silenciosamente uma cidade de concreto." - Capítulo 10 - Maio
Se você vai ler a série e não gosta de livros que tratem praticamente só sobre sexo, não desanime da série ao ler Maio. Junho é um mês que trás um assunto muito importante de se discutir.

"— Por que eu? — Sua voz soou aguda e frustrada, como a de alguém que olha para o céu, estende os braços e grita com seu criador. — Por que raios eu tinha que ficar de quatro por uma maluca como você? — Então ele riu alto, soltando aquela bela risada gutural que era só dele, fazendo meu coração bater tão forte que parecia querer estourar no peito. " Wes - Junho
Em Junho Mia foi contratada para ser literalmente um troféu, para que Warren consiga investidores para seu projeto filantrópico. Mia o acompanha em eventos com homens tão ricos, ou mais, quanto Warren Shipley. Eventos em que todos os homens importantes e velhos devem estar acompanhados de mulheres mais jovens e lindas, exibindo-as como verdadeiros troféus. Enquanto eles acham que estão competindo para ver quem tem a mulher mais bonita, na minha opinião eles competem para ganhar o troféu de "Ómi machista do ano".

Essa sociedade idiota é um dos motivos que impedem Warren de viver um grande amor. Mia tenta mostrar para ele que quem deve se importar com esse amor é apenas o casal, não os seus investidores machistas. Inclusive, Mia acaba sendo vítima, ou melhor, mais uma vítima dessa sociedade. De maneira cruel, Mia se vê encurralada a não tomar nenhuma atitude contra o filho do Senador.

Eu não vou falar mais diretamente sobre o que acontece porque acho ótimo, mesmo que você não queira ler a série toda, que você leia o livro Junho. É um ótimo exemplo e um ótimo retrato da nossa sociedade machista e de como as mulheres são tratadas, independente da classe social. Ainda que Audrey não trate explicitamente sobre machismo, esse livro é uma boa forma de entender como isso está enraizado na sociedade e de como o feminismo é importante.

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